sexta-feira, 3 de abril de 2009

Eu escrevo porque não sei fazer diferente
E porque escrever compensa quase todos os silêncios.
Não sei planejar, não sei escrever pensadamente ...
As palavras são aladas e me revoam
As palavras são riachos fluindo de meu eu mais fundo
Para a beira das mãos
Assim escrevo...
Com pressa, com volúpia, na ânsia de não
Perder nenhuma sílaba
Não faço versos, não crio prosa
Não tenho rimas, não tenho rimas...
Apenas me estampo no papel em branco
Cada palavra vinda do sentimento
Sem revisões, ilógicas até, imprecisas até,
Sem o refino do pensamento,
Mas vivas, como o sangue do que sinto
Escorrendo pelo dedos.

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